terça-feira, 27 de agosto de 2013

Bruno Senna ensina tudo sobre o Mundial de Endurance

Piloto da Aston Martin revela detalhes da categoria que corre em Interlagos no fim de semana
Depois de três temporadas incompletas na Fórmula 1, Bruno Senna se transformou rapidamente em atração do Campeonato Mundial de Endurance graças à vitória em Silverstone e ao segundo lugar em Spa na classe GTE Pro logo nas primeiras etapas de 2014. Neste fim de semana, o calendário será movimentado com a Le Mans 6 Horas de São Paulo, e as atividades de pistas em Interlagos serão abertas na sexta-feira com a realização de duas sessões de treinos livres. Depois do abandono nas 24 Horas de Le Mans, provocado por acidente envolvendo o companheiro Fred Makowiecki, Bruno buscará a reação em parceria com o britânico Rob Bell no Vantage 99 da equipe de fábrica da Aston Martin.

Bruno chega ao Brasil no início desta semana, ansioso pelo reencontro com o público brasileiro. Consciente de que não apenas os torcedores, mas também a imprensa, não estão familiarizados com as corridas de resistência, Bruno produziu uma espécie de manual. "Percebi que muita gente não conhece o Endurance no Brasil. Como a Fórmula 1 é a categoria mais popular por aqui, preparei este guia para sanar as dúvidas básicas e algumas mais avançadas para quem quiser saber um pouco além do trivial", explicou.

Características básicas do Endurance:

Diferentes categorias andando na mesma corrida:

1) GTE

Esta é a categoria em que estou competindo neste ano.

GTE-PRO - Permitida a participação de apenas pilotos profissionais na PRO. São os carros que mais se assemelham aos modelos de rua. Muitos fabricantes participam com seus carros pela alta visibilidade que a categoria oferece, a exemplo da Aston Martin, Ferrari, Porsche, Lamborghini, Corvette, Viper e BMW.

Na GTE-PRO, o desenvolvimento dos carros durante a temporada está liberado, inclusive em relação a motores, chassis e pneus. A categoria é extremamente competitiva e os carros são muito confiáveis. Por isso, as corridas são disputadas sempre no limite e não raramente terminam com poucos segundos de diferença entre os competidores, mesmo ao final de uma maratona de 24 horas.

GTE-AM - Permitida somente a presença de um piloto profissional ao lado de outros pilotos amadores ou semi-profissionais por carro. Geralmente são utilizadas versões do ano anterior e as especificações técnicas são rígidas, sem potencial de desenvolvimento.

Os números do GTE-PRO são brancos em caixa verde.

Os números do GTE-AM são brancos em caixa laranja.

2 - LMP1

É a categoria destinada mais a fabricantes e fornecedores de chassis e motores. Em uma pista normal, um protótipo da LMP1 tem um tempo de volta cerca de 10-15 segundos mais lento que um F1. Sofisticadíssima tecnologia empregada nesses carros, como motores a gasolina, turbo, diesel, híbridos, muita eletrônica embarcada e altíssima velocidade final, acima dos 340 km/h.

As principais equipes da LMP1 são Audi, Toyota e Rebellion.

Os números dos carros são brancos com caixa vermelha.

3 - LMP2

São versões mais básicas do LMP1, com menor potência nos motores e menos aderência aerodinâmica. A LMP2 é voltada a equipes independentes de fabricantes. É fácil confundir um LMP2 com o LMP1 na pista sem conhecer as distinções entre equipes. Os carros de LMP2 são em média 5-7 segundos mais lentos por volta que os melhores LMP1. Em termos de pico de velocidade, o LMP2 é bastante parecido com o GTE, o que dificulta a ultrapassagem em retas.

Na LMP2 é mais comum a presença de pilotos semi-profissionais, o que nem sempre permite que esses carros atinjam o potencial máximo nas corridas.

As principais equipes do LMP2 são HPD (na American Le Mans Series) e Lotus.

Os números do LMP2 são brancos em caixa azul.

Nivelamento de performance dentro das categorias:

Dentro do Endurance, como o regulamento permite o desenvolvimento do carro com muito menos restrições do que na F1, por exemplo, são elevadas as chances de equipes com mais recursos financeiros e técnicos apresentarem performances que as outras não conseguem alcançar. Por isso, a categoria ativamente tenta "nivelar" a performance dos competidores por meio dos seguintes recursos:

Aumento ou diminuição do peso dos carros
Aumento ou diminuição das asas traseiras
Aumento ou diminuição dos restritores de ar nos motores
Aumento ou diminuição do tamanho dos tanques de combustível


Corridas de longa duração:

1- No World Endurance Championship (WEC) as corridas são de 1.000 km ou seis horas de duração.

2- Corridas como a Sebring 12h, justificando a denominação, têm 12 horas de duração.

3- As principais provas do Endurance (Le Mans e Nurburgring) duram 24 horas.


Troca de pilotos no mesmo carro durante a corrida:

1- No WEC (World Endurance Championship), geralmente cada carro tem dois pilotos, mas três também é comum.

2- Em corridas com 12 horas ou mais de duração, o habitual são três ou quatro pilotos por carro

3- Pelo regulamento, um piloto não pode pilotar mais de quatro horas em cada período de seis.

Preparação e rotina de pilotos e equipe

A parte mais desafiadora das corridas de longa duração, com certeza, está relacionada ao desgaste humano. Antigamente as máquinas eram frágeis, e para terminar a corrida era sempre necessário segurar o ritmo, evitando falhas mecânicas ou incidentes.

Hoje em dia, com o grande desenvolvimento tecnológico experimentado pelo automobilismo, a máquina não é mais o fator limitador de performance das corridas. Por isso, tanto os pilotos quanto as equipes têm de estar muito mais preparados para um ritmo mais forte e maior agilidade, porque as margens entre os carros e equipes estão muito mais próximas.

Pilotos de protótipos LMP1 e LMP2 estão sujeitos a longos períodos de forca-G acima de três vezes a da gravidade em freadas e curvas. Então, necessitam de uma preparação física muito boa. Pilotos da GT sofrem muito mais com altas temperaturas dentro dos carros, cujas janelas estão sempre fechadas e oferecem pouca refrigeração para não perder performance. Durante as corridas, as equipes sempre tentam fazer com que os pilotos fiquem pelo menos duas horas no carro a cada turno. Assim, os outros pilotos do time podem descansar, se alimentar e hidratar para a próxima "tocada". Quando o piloto dorme entre os seus turnos, é importante ser acordado com tempo suficiente para estar alerta e pronto para voltar a dirigir. Cabe ao fisioterapeuta a tarefa de cuidar dos períodos de descanso e alimentação.

Fatores imponderáveis, como a entrada do safety car ou a mudança do clima, permitem mudanças estratégicas pelo lado da equipe. Isso geralmente altera a duração dos turnos e pode colocar mais carga em um piloto ou tirar descanso de outro. O carro vai equipado com um recipiente contendo água ou drink esportivo com eletrólitos para recompor a hidratação do piloto durante os turnos.

Pelo lado da equipe, mecânicos e engenheiros também sofrem bastante com a longa duração da prova. Engenheiros não podem perder a concentração em momento algum e devem estar atentos a todos os detalhes da telemetria do carro, que lhes fornece importantes informações sobre a "saúde" dos componentes. Qualquer descuido nesse sentido pode resultar em acidentes provocados por falhas mecânicas ou abandonos prematuros por quebras que poderiam ter sido previstas e evitadas com a troca das peças envolvidas.

Alem de permanecerem sempre ligados nas informações que vem dos próprios carros, os engenheiros precisam monitorar o que ocorre com as outras equipes, as condições climáticas e da pista, como bandeiras amarelas, óleo, safety cars, etc. Essas variáveis externas ao carro são fatores determinantes na estratégia de corrida e, numa categoria tão competitiva como a GTE, podem tranquilamente decidir uma vitoria ou uma derrota.

Os mecânicos são certamente os que mais sofrem durante uma corrida de endurance. Normalmente já vêm de longas horas de trabalho durante as semanas que antecedem à prova. Toda a preparação do carro nos dias e noites anteriores, pós-classificação e pós-warm-up são essenciais para a performance na corrida. Ao longo da competição, os mecânicos são acionados no mínimo de hora em hora para os trabalhos de pit stop.

Além disso, durante a prova são relativamente comuns as paradas na garagem para reparos de carroceria, troca de freios e outros desgastes que exigem a intervenção da equipe. Isso faz com que a fadiga seja um fator por vezes determinante no trabalho dos mecânicos.

A equipe dispõe de fisioterapeutas com a missão de manter todos alimentados, hidratados e descansados durante a corrida. Ademais dessas funções, esses profissionais estão sempre ocupados com lesões e machucados que possam vitimar os integrantes da equipe.

As áreas de descanso para os pilotos e equipe são bangalôs ou motorhomes com camas e sofás fora do espaço do paddock. Por causa da grande quantidade de carros na pista e do barulho constante, não é fácil descansar com toda a adrenalina no sangue. Pilotos mais experientes conseguem repousar melhor e sabem como administrar seus ritmos para não se estressarem demais durante a corrida. Isso os ajuda a chegarem com menor fadiga nos momentos finais e decisivos das corridas.



Márcio Fonseca (MTb 14.457)
Foto: Divulgação AMR/MF2





ALTA ROTAÇÃO: 10ª Maratona Universitária da Eficiência Energétic...

ALTA ROTAÇÃO: 10ª Maratona Universitária da Eficiência Energétic...: Os veículos de comunicação que tiverem interesse em fazer a cobertura da 10ª Maratona Universitária de Eficiência Energética, deverão envia...

10ª Maratona Universitária da Eficiência Energética: Emerson Fittipaldi dará a largada

Os veículos de comunicação que tiverem interesse em fazer a cobertura da 10ª Maratona Universitária de Eficiência Energética, deverão enviar e-mail para o endereço mastermidia@terra.com.br informando o nome e cargo dos profissionais, além de telefone para contato.

O piloto Emerson Fittipaldi, promotor da Le Mans 6 Horas de São Paulo, vai dar a largada da 10ª Maratona Universitária de Eficiência Energética, que será realizada a partir das 10 horas desta quarta-feira (28/8) no Kartódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo (SP). Está confirmada a participação de 31 universidades e escolas técnicas de sete Estados (SP, PR, SC, RS, MG, BA, MA) brasileiros, com 59 protótipos inscritos, reunindo mais de 500 estudantes e professores de cursos de engenharia.


"Está tudo preparado. Já temos uma boa experiência com este tipo de evento e muitos estudantes também já participaram de edições anteriores. Então, depois de saudar e agradecer a presença de todos, agora é a hora da disputa e torcemos para que tudo ocorra bem e que vença o melhor projeto", avisa Alberto Andriolo, idealizador e organizador da 10ª Maratona Universitária da Eficiência Energética.

A Maratona Universitária da Eficiência Energética é uma competição que oferece o desafio para estudantes de escolas de ensino superior na área de engenharia criar o protótipo de veículo mais econômico do Brasil, movidos por gasolina, etanol ou eletricidade.

Todos os veículos das categorias gasolina e etanol usarão um pequeno frasco com combustível fornecido pela organização. Isso permite que ele seja pesado antes de entrar na pista e depois que retorna. É o controle do peso da massa de combustível utilizado para percorrer o percurso que define a classificação.

Os protótipos movidos a motor elétrico recebem o mesmo tipo de bateria, com exatamente a mesma carga mínima. "Para deixar tudo mais justo, a escolha das baterias é feita por sorteio. Os veículos vão para a pista e depois medimos o consumo com o Joule Meter", explica Andriolo. O protótipo vencedor é aquele que percorrer a maior distância com esta carga mínima de bateria.

Todos os veículos poderão fazer uma tentativa por dia, percorrendo o anel externo do kartódromo (804 metros de comprimento) por cerca de doze voltas seguidas. A vitória depois de três tentativas em cada categoria será do protótipo que fizer o percurso gastando menos combustível.

O recorde da Maratona Universitária da Eficiência Energética para veículo movido a etanol foi alcançado em 2011 pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), com a incrível marca de 736,395 km/l. Com gasolina a melhor marca foi obtida no mesmo ano pela Universidade da Região de Joinville (Univille), com 594,394 km/l. O melhor desempenho com motor elétrico foi de 14,578 km, estabelecida em 2010 pelo Instituto Mauá de Tecnologia, de São Paulo.

O anúncio dos vencedores e premiação será feita por Emerson Fittipaldi, na sexta-feira (30/8), a partir das 13 horas. O prêmio é a doação de veículos Renault para as universidades usarem em seus laboratórios.

A 10ª Maratona Universitária de Eficiência Energética é evento suporte da Le Mans 6 Horas de São Paulo, quarta etapa do Campeonato Mundial de Endurance - FIA WEC, que será disputada no Autódromo de Interlagos, de 30 de agosto a 1º de setembro.

Veja a programação da 10ª Maratona Universitária da Eficiência Energética:
27/8 - Vistoria dos 59 veículos inscritos
28/8 - 10h00 - Largada para a 1ª tentativa - Bandeirada de Emerson Fittipaldi
29/8 - 8h00 - 2ª tentativa
30/8 - 8h00 - 3ª e última tentativa
13h00 - Encerramento e premiação com Emerson Fittipaldi

CREDENCIAMENTO
Os veículos de comunicação que tiverem interesse em fazer a cobertura da 10ª Maratona Universitária de Eficiência Energética, através de seus repórteres, fotógrafos e cinegrafistas, deverão enviar e-mail para o endereço mastermidia@terra.com.br informando o nome e cargo dos profissionais, além de telefone para contato. A confirmação do credenciamento será através de e-mail.

A 10ª Maratona Universitária da Eficiência Energética tem o patrocínio de Renault, Instituto Renault e Siemens, apoio de NSK Rolamentos e SPTuris.

Mastermidia

João Alberto Otazú
Fotos divulgação

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

ALTA ROTAÇÃO: 6 Horas de São Paulo: No Brasil, Audi quer manter ...

ALTA ROTAÇÃO: 6 Horas de São Paulo: No Brasil, Audi quer manter ...: • Trio vencedor de Le Mans chega a São Paulo como líder do campeonato • Quatro vitórias consecutivas na temporada do WEC mantém Audi imbatí...

6 Horas de São Paulo: No Brasil, Audi quer manter sequência de vitórias

• Trio vencedor de Le Mans chega a São Paulo como líder do campeonato • Quatro vitórias consecutivas na temporada do WEC mantém Audi imbatível em 2013 • Com sua larga experiência em Interlagos, Lucas Di Grassi pode dar apoio à equipe nos boxes

A equipe Audi enfrenta dois grandes desafios rumo à quarta etapa do Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC). A Le Mans 6 Horas de São Paulo acontece neste final de semana (domingo, dia 1º de setembro) no Autódromo de Interlagos, e o time das quatro argolas tentará manter a série invicta de 2013 - foram quatro vitórias, contando as 12 Horas de Sebring e as 24 Horas de Le Mans - e também vencer pela primeira vez nos 4.309 metros do traçado paulistano.

Embora tenha vencido todas as três provas da temporada até o momento (Silverstone, Spa e Le Mans - a corrida de Sebring era extra-campeonato), a equipe de Ingolstadt não teve o melhor desempenho nos 4.309 metros do traçado paulistano na prova do ano passado, vencida pela Toyota de Alexander Wurz e Nicolas Lapierre. O tradicional circuito da capital paulista é o mais curto da temporada do Mundial de Endurance e traz grandes desafios no acerto dos protótipos por suas características bastante diversas, como subidas, descidas, curvas cegas, curvas de alta, de baixa velocidade e uma longa reta, além da baixa abrasividade do asfalto, que resulta em menor aderência dos pneus. Para os pilotos, o sentido anti-horário da pista traz um desafio físico, especialmente à musculatura do pescoço.

Tanto que para manter a invencibilidade de 2013, a Audi vem a São Paulo com seus dois R18 e-tron quattro sem a configuração do "long-tail" usada por um dos carros na prova de Spa-Francorchamps e pelos três bólidos em Le Mans. A configuração tinha uma traseira mais longa e menos pressão aerodinâmica, feita especialmente para circuitos de alta velocidade, o que não é o caso de Interlagos.

"São Paulo é uma das poucas pistas em que se guia no sentido anti-horário. Isso significa que nossos músculos serão submetidos a cargas diferentes. O nível de aderência do asfalto é geralmente baixo e há muitas subidas e descidas. As duas primeiras curvas são um grande desafio, porque nas freadas as rodas podem travar facilmente", explicou o francês Benoît Tréluyer.

Os dois carros da Audi serão pilotados pelo trio vencedor das 24 Horas de Le Mans e atual líder do campeonato - Loïc Duval, Tom Kristensen e Allan McNish; e pelos vice-líderes da temporada, André Lotterer, Marcel Fässler e Benoît Tréluyer. O brasileiro Lucas Di Grassi, que há um ano fez sua estreia pela esquadra alemã justamente em solo nacional com um lugar no pódio e a volta mais rápida daquele final de semana, irá ajudar a equipe com seus conhecimentos trabalhando junto dos engenheiros e dos pilotos de dentro dos boxes. Como parte do plano pré-estabelecido desde o início da temporada, Lucas não seria inscrito nas corridas do WEC fora da Europa - ele foi terceiro em Spa e em Le Mans correndo ao lado de Marc Gené e Oliver Jarvis. Di Grassi estará disponível e comunicará suas impressões do R18 e-tron quattro para a imprensa, convidados VIP e espectadores presentes.

"Trabalhamos muito forte como um time e estamos firmemente seguindo um plano para conquistarmos mais um título do Mundial de Endurance. Estou preparado para ajudar a Audi no que for preciso no Brasil, seja nos boxes passando minhas impressões e dando dicas sobre a pista, seja no relacionamento com mídia e patrocinadores. E apesar de eu não estar no carro no final de semana, estou bastante ansioso para ver o nosso desempenho, pois acumulamos muitos dados da corrida do ano passado, então a expectativa inicial é que a nossa performance seja melhor em relação a 2012", destacou Lucas Di Grassi.


Programação da Le Mans 6 Horas de São Paulo

Sexta-feira, 30 de agosto
11h05 - 12h35: 1º Treino Livre
15h40 - 17h10: 2º Treino Livre

Sábado, 31 de agosto
10h20 - 11h20: 3º Treino Livre
15h10 - 15h35: Treino Classificatório

Domingo, 1º de setembro
12h00 - 18h00: Corrida

Visite www.audi-motorsport.com e siga @Audi_Sport no Twitter. O site transmitirá a corrida ao vivo via streaming.
Inova Comunicação
Rafael Durante (Mtb 48.044)

Foto: Audi Media Service

ALTA ROTAÇÃO: Numa chegada espetacular, Calura leva a melhor na ...

ALTA ROTAÇÃO: Numa chegada espetacular, Calura leva a melhor na ...: Corrida da categoria de base do Campeonato Brasileiro de Motovelocidade mais uma vez é encerrada com vitória em cima da linha de chegada. ...

Numa chegada espetacular, Calura leva a melhor na GPR 250

Corrida da categoria de base do Campeonato Brasileiro de Motovelocidade mais uma vez é encerrada com vitória em cima da linha de chegada.
 Apenas 19 milésimos de segundo separaram Igor Calura, da Mototech, da segunda colocada, Sabrina Paiuta, piloto da Mobil Rush Racing. Uma vitória conhecida sob a linha de chegada da quarta etapa do Campeonato Brasileiro de Motovelocidade, realizada na tarde deste domingo (25), no Autódromo Zilmar Beux de Cascavel (PR). O piloto Joelsu da Silva, que defende as cores da Suel Racing foi o terceiro colocado.


O horário da GPR 250 foi alterado devido a neblina que encobriu a região Oeste do Paraná na manhã do domingo, e fechou o dia de corridas do Moto 1000 GP. Quem esperou para ver a disputa, não se arrependeu. Numa alternância de posições desde a largada, os três primeiros colocados mostraram o porquê a GPR 250 tem corridas emocionantes no Brasileiro de Motovelocidade. Na segunda etapa, em Curitiba, no dia 26 de maio. Sabrina superou Meikon Kawakami por apenas três milésimos sob a linha de chegada. Em Cascavel a decisão também foi na linha de chegada, mas desta vez ela foi superada por Igor Calura, por apenas 19 milésimos.

“Foi só na última volta que consegui imprimir um ritmo mais forte, o que me deu confiança para na curva da vitória poder acreditar que seria possível chegar em primeiro. O nível está muito competitivo, então acertar bem a moto e errar pouco, foi o que me fez vencer”, apontou Igor Calura, que com os 25 pontos conquistados pela vitória, alcançou 72 pontos, contra 70 pontos de Sabrina Paiuta.

Mesmo perdendo a liderança após quatro corridas, Sabrina crê na possibilidade de uma recuperação. “Penso que as disputas como essas, elevam nosso nível de pilotagem”, considerou Sabrina. “O campeonato chegou à metade,ainda tem muito pontos em disputa. Acho que dá para recuperar a ponta sim. O importante é pontuar sempre”, completou a piloto, que nesta segunda-feira (26), embarca para a Alemanha onde disputará uma das etapas da European Junior Cup.

Juelsu da Silva, terceiro colocado na corrida deste domingo, aparece pela primeira vez na temporada no pódio da GPR 250 e espera que isso se repita. “Estacionar a motocicleta naquele lugar dos três primeiros e levantar um troféu é algo que não tem palavras para explicar. Minha moto é a mais lenta que a do Igor e da Sabrina, então para mim, foi uma corrida de superação”, finalizou Silva.

Confira a classificação final da corrida deste domingo (25), no Autódromo Zilmar Beux em Cascavel, válida pela quarta etapa do Campeonato Brasileiro de Motovelocidade:

1º) Igor Calura (SP/Mototech), Honda, 16mins21s480
2º) Sabrina Paiuta (SP/Mobil Rush Team), Kawasaki, a 0s019
3º) Joelsu da Silva (PR/Suel Racing), Honda, a 1s200
4º) Pedro Sampaio (RS/Fábio Loko), Honda, a 3s077
5º) Meikon Kawakami (SP/Alex Barros Racing), Honda, a 6s507
6º) Cleber Parrado (SP/Procomps Racing Team), Kawasaki, a 20s159
7º) Ton Kawakami (SP/Alex Barros Racing), Honda, a 33s399
8º) Suel Dirluiz (PR/Suel Racing), Honda, a 34s632
9º) Maycon Benassi (PR/Team Fuel Racing-Mormaii), Kawasaki, a 43s738
10º) Nic Nottingham (SP/Team de Grandi Bardahl), Kawasaki, a 1min14s505
11º) Júlio Castroviejo (SP/Sarachú Racing Team), Kawasaki, a 1min16s246
12º) Adilson Gomes da Silva (RJ/SBK Rio), Kawasaki, a 1 volta
13º) Antônio Telvio (RJ/Tronsoft Racing), KAwasaki, a 1 volta
14º) Walteney Amaral (RJ/ Tronsoft Racing), Kawasaki, a 1 volta
15º) Wanderson Bandeira (SP/Inter Racing), Kawasaki, a 2 voltas

CAMPEONATO

1º) Igor Calura (SP/Mototech), Honda, 72 pontos
2º) Sabrina Paiuta (SP/Mobil Rush Team), Kawasaki, 70 pontos
3º) Meikon Kawakami (SP/Alex Barros Racing), Honda, 60 pontos
4º) Pedro Sampaio (RS/Fábio Loko), Honda, 54 pontos
5º) Ton Kawakami (SP/Alex Barros Racing), Honda, 33 pontos

A próxima etapa do Moto 1000 GP, válida pela quinta corrida do ano, das oito programadas na temporada, será em São Paulo, no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos, no dia 22 de setembro. Todas as motocicletas do Moto 1000 GP utilizam como combustível a gasolina Petrobras Podium e como lubrificante o Lubrax Tecno Moto. Petrobras e Lubrax patrocinam a competição ao lado da BMW Motorrad e da Michelin, que fornece seus pneus de competição a todas as equipes. O Campeonato Brasileiro de Motovelocidade tem o apoio de Beta Ferramentas, BMW Serviços Financeiros, Servitec, LeoVince, Shoei, Tutto Moto, HPN, Denko e Peterlongo.

Fonte e Fotos: Grelak Comunicação